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  • 1 Modelo de Crédito Imobiliário (Quod)
    • 1.1 Credit Scoring
      • 1.1.1 Planejamento e Definições
      • 1.1.2 Definição operacionalde de variáveis preditoras - uniformidade na interpretação
      • 1.1.3 Seleção da amostra e coleta de dados
    • 1.2 Etapas modelo Quod
      • 1.2.1 Preparação de dados
      • 1.2.2 Análise exploratória de dados
      • 1.2.3 Certificação a qualidade da base de dados
      • 1.2.4 Aplicação de filtros
      • 1.2.5 Separação do dataset em treinamento e teste
  1. Credito / Modelagem
  2. Modelo de Crédito Imobiliário (Quod)

1 Modelo de Crédito Imobiliário (Quod)

1.1 Credit Scoring

1.1.1 Planejamento e Definições

  • Tipo de risco (probabilidade de perda) que se deseja avaliar:

    • Risco operação de crédito imobiliário: probabilidade de perda associada a uma determinada operação de crédito quando realizada por um solicitante.
  • Público alvo: Pessoa física (PF)

  • Tipo de operação para solicitantes novos (application scoring), ou seja, que nunca efetuaram operação de crédito imobiliário com a instituição. Com isso, não possui dados históricos (behavioral scoring, caso houvesse histórico de operações com o credor).

  • Produto único, crédito imobiliário, e não uma família de produtos.

  • Objetivos a alcançar:

    • Atingir o padrão Direcional de inadimplência sem perda de bons clientes.

    • Aumentar o número de análises de crédito sem aumentar o número de analistas.

    • Expandir de forma controlada o número de aprovações de crédito.

    • Precificar e definir os limites de crédito ajustados ao risco.

    • Aumentar a produtividade do processo de análise.

  • Mercado alvo:

    • Serão desenvolvidos 2 modelos: pro-solvendo e pro-soluto. Onde pro-solvendo o imóvel fica alienado e no pro-soluto o imóvel está em construção.
  • Política de crédito: TODO

    • Valores Limites: xxx

    • Número de parcelas: xxx

    • Restrições (renda, idate, etc): xxxx

  • Segmentação do modelo:

    • Por região, classe social, etc TODO
  • Definição de bom e mau cliente:

    • Mau cliente: solicitante que tem alta probabilidade de entrar em default.

    • Default para modelo pro-solvendo: ficar inadimplente por mais de 90 dias.

    • Default para modelo pro-soluto: ficar inadimplente por mais de 90 dias.

    • Clientes com algum histórico ruim deve ser excluído da base de treinamento? Exemplo: pariticipou de alguma fraude no passado, teve alguma ação na justiça? TODO

    • Data de referência: data da concessão do crédito (To)

    • Período de Performance: período de avaliação do desempenho do cliente após a data da concessão. ATENÇÃO: Se um cliente, ao final do período de performance, tiver uma parcela não paga com prazo inferior a 90 dias, ele não pode ser classificado como mau ou como bom. TODO

      • O objetivo de um modelo de credit score é prever a performance de um novo crédito em um intervalo de tempo com o comprimento do período de performance.

      • Siddigi (2006) sugere analisar a porcentagem dos créditos que inadimpliram, mês a mês, após a data de concessão e definir o período de performance como sendo o número de meses após To a partir do qual a porcentagem de inadimplentes se estabiliza. TODO

    • Período histórico: intervalo de tempo que precede To (inclusive). Verifica-se se durante esse intervalo o solicitante apresentou problemas de crédito por meio de informações de bureaus de crédito. TODO. Os 12 meses que precedem To e a situação em To contemplam as informações mais importantes para prever a performance do solicitante. TODO

    • Período de concessão: intervalo de tempo que conterá as datas de concessão a serem consideradas. julho de 2019 a dezembro de 2021

    ATENÇÂO: Devemos estar atentos para que as regras e políticas de concessão de crédito no período de concessão sejam as mesmas que estarão em uso no futuro. TODO. É importante analisar e comparar as taxas de inadimplência para os créditos concedidos em diferentes meses do ano, bem como os meses em que ocorrem as maiores e menores inadimplências de forma a considerar isso na modelagem de crédito. TODO.

1.1.2 Definição operacionalde de variáveis preditoras - uniformidade na interpretação

  • Definição operacional é uma definição, por escrito, formal e não ambígua de uma variável, especificando a forma como deve ser medida e registrada. Formalizar esta definição tem o objetivo de ter uma definição clara e única que evite interpretações distintas.

  • Variáveis com definições operacionais diferentes ou não claras devem ser evitadas.

  • Deve-se ficar atento para definições operacionais da variável que mudam com o tempo, ou seja, a definição operacional depois que o modelo entra em uso difere da definição opercional adotada na época em que o modelo foi desenvolvido.

  • No caso de variáveis resultantes de quocientes entre outras variáveis (índices financeiros, por exemplo), deverá haver regras claras de como proceder nos casos de divisão por zero e como diferenciar situações em função dos sinais do numerador e do denominador.

  • Os dados utilizados devem ser atualizados. Deve-se pesquisar junto aos responsáveis pelos dados quais os critérios e periodicidade de atualização. Evitar dados com data de validade discutível.

  • As variáveis utilizadas no desenvolvimento do modelo devem estar disponíveis no futuro para que o modelo possa ser utilizado por um tempo considerável.

  • Variáveis que dependem do avanço tecnológico é problemático, pois elas podem deixar de existir no futuro, exemplo: telefone residencial. Muitas vezes não será possível fazer esta previsão. A solução será a revisão do modelo periodicamente.

  • Não devemos ater-nos apenas a variáveis tradicionalmente aceitas pelos analistas. Variáveis relacionadas com o estilo de vida do proponente ou com características biológicas poderão mostrar-se mais úteis.

  • Algumas variáveis não podem ser utilizadas por motivos legais (LGPD, por exemplo) ou por motivos éticos. Recomenda-se ater-se à legislação vigente.

1.1.3 Seleção da amostra e coleta de dados

  • Modelo de escore de crédito é desenvolvido a partir de uma amostra de clientes que tomaram crédito no passado.

  • Mercado-alvo: Pessoas Físicas

    • Que tiveram créditos imobiliários aprovados nos Bancos, mas não na Direto.

    • Que tiveram créditos imobiliários recusados (não temos).

    • Que nunca solicitaram crédito imobiliário (não sabemos).

  • A base de dados disponível é uma parte do mercado-alvo.

  • Deve-se incluir os dados de solicitações recusadas na amostra de treinamento. Muitas empresas não armazenam essas informações. Isso introduz um viés no modelo.

  • Deve-se contemplar as restrições à concessão de crédito constantes na política de crédito do credor para não incluir pessoas que se não enquandram na política. TODO

  • Dimensionamento das amostras:

    • Uma regra usual é que o tamanho da amostra deve ser igual ou dez vezes maior que o número de variáveis. Essa regra pode conduzir a amostras pequenas.

    • Regras gerais:

      • Quanto maior a amostra, melhor.

      • O número de maus clientes em torno de 1.000 é recomendado. No mínimo 500.

  • Amostras de treinamento e teste:

    • Quando a amostra é pequena, não se divide em duas e recorre-se a métodos especiais para validação do modelo.
  • Cuidados especiais na preparação dos dados:

    • Definir claramentee qual o mercado-alvo, identificando que tipo de clientes não podem ser incluídos na amostra. Exemplo:

      • Apenas clientes ativos crédito imobiliário em To

      • Um CPF não pode aparecer mais de uma vez

      • Dados cadastrais devem estar atualizados a partir de determinada data

      • Aplicar filtros baseados nas políticas de crédito

1.2 Etapas modelo Quod

1.2.1 Preparação de dados

  • Dataset pessoas: unificar arquivos da pasta dat/raw

  • Dataset pessoas: gerar arquivos de pessoas por grupo

  • Unificar arquivos de parcelas por ano 2020, 2021, 2022

  • Gerar arquivo de ids comuns entre pessoas e parcelas

  • Filtrar arquivos de pessoas e parcelas com os ids comuns

  • Criar id_venda no arquivo de parcelas

  • Filtrar arquivos de parcelas com contratos que tenham no mínimo 12 parcelas consecutivas

  • Filtrar arquivos de pessoas com os ids dos arquivos de parcelas com no mínimo 12 parcelas consecutivas

1.2.2 Análise exploratória de dados

ok- Avaliar/entender/validar o formato dos campos

ok- Gerar as tabelas com as proporções dos código de exceção por grupo/subgrupo

  • Gerar histograma das variáveis excluindo os códigos de exceção

  • Análise dos campos numéricos

    ok- Identificar quais conteúdos podem ser substituídos por NA sem comprometer a significado.

    • Após substituição por NA:
      • efetuar análise de variância.
      • gerar estatísticas/gráficos (histograma, boxplot, etc).
      • avaliar que tipo de transformação pode ser apropriada para cada campo.
      • correlação de registros completos (complete case)
  • Análise dos campos alfanuméricos

    • cálculo de proporções por categoria.

    • avaliar que tipo de transformação pode ser apropriada para cada campo.

1.2.3 Certificação a qualidade da base de dados

1.2.4 Aplicação de filtros

1.2.5 Separação do dataset em treinamento e teste